Minha Jornada da Logística à Engenharia de Software
Há três anos, eu gerenciava operações logísticas, rastreando remessas, otimizando rotas, resolvendo problemas de última milha. Hoje, escrevo scripts em Python, construo agentes de IA e depuro programas em C na 42 São Paulo.
Não foi uma mudança de carreira. Foi uma transformação fundamental em como penso sobre problemas.
A Virada
A logística me ensinou pensamento sistêmico. Cada remessa é um nó em um grafo. Cada atraso gera um efeito cascata. Você aprende a antecipar modos de falha antes que aconteçam. Essas habilidades se transferiram mais diretamente para a engenharia de software do que eu esperava.
Escrever código também é pensamento sistêmico. Você projeta componentes, gerencia estado, trata erros e otimiza fluxos. O vocabulário muda, mas os modelos mentais se sobrepõem.
Descobrindo a IA
O que realmente acelerou minha transição foi descobrir a inteligência artificial, não como usuário final, mas como construtor. Comecei a fazer mentorias com o Professor Sandeco (IFG/UFG), mergulhando em:
- CrewAI para sistemas multiagentes
- RAG (Geração Aumentada por Recuperação)
- Engenharia de Prompt e Guardrails
- MCP (Model Context Protocol) e A2A (Agent-to-Agent)
Cada conceito abriu uma nova porta. A IA não era apenas uma ferramenta, tornou-se a lente pela qual abordo a engenharia de software.
O Que Vem a Seguir
Estou construindo. Ferramentas de automação em Python, ambientes Docker, experimentos com agentes de IA. Este site documenta a jornada, os acertos, os fracassos e tudo que aprendo ao longo do caminho.
Se você está considerando uma transição semelhante, meu conselho: comece a construir. A teoria é valiosa, mas nada substitui a confiança que vem de entregar algo real.